quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tudo Passa .. - Parte 53




(…)

A – Hum.. acho que o Duarte tinha de falar comigo! – Disse já levantando-se.
N – Espera. – Puxei-a – Nós falamos depois Rodrigo, prometo! – Dei-lhe um beijo na bochecha e descemos as escadas parando na sala.
A – A sério que vais deixá-lo curioso? – Ergueu uma sobrancelha.
N – Eu sei, eu sei.. mas não sei que lhe dizer e aliás disseste que o Ryan nós tinha feito um convite. - Nisto ouvimos um barulho e era o Rodrigo que estava sentado nas escadas, no mínimo estranho e pela cara dele ouviu a conversa, ups!
A – Oh sim, tinha me esquecido! – Deu uma risada – Mas vais só tu certo? É que acho que o convite foi mais para ti do que para mim!
N – O qu.. – boa, ela agora vai arranjar uma maneira de não ir, bolas!
D – Amor? Oh desculpem interromper. – Deu um sorriso tímido – Vou há praia, querem vir? – Um sorriso na cara da Andreia apareceu logo, eu sabia!
A – Vamos claro, vamos só mudar de roupa e já desço. – Disse agora dirigindo-se para o Duarte, deu-lhe um beijo e puxou-me com ela em direcção ás escadas.

Andreia a narrar

 Entramos no quarto e fui ver de um bikini e uns calções, a Nádia sentou-se na cama e olhou-me com tédio.

A – Diz lá o que foi! – Disse sentando-me ao seu lado.
N – Acho que vou ter com o Ryan, esta casa é só confusões e eu preciso de paz nem que seja com um desconhecido – Riu-se – Mas eu nem sei onde tenho de ir ter com ele nem as horas. – Ai que burra que sou, nem lhe perguntei. Peguei no telemóvel e procurei pelo nome dele e pus a chamar em alta voz. – Que estás a fazer? – Sussurou e eu gargalhei.

RY – Estou? Andreia? – disse ele com aquele sotaque que por acaso era bastante sexy, eu não respondi queria que fosse a Nádia a falar com ele.
A – Fala tu com ele. – Mexi os lábios sem sair nenhum som para que a Nádia percebe-se e ela arregalou os olhos, reprimi uma gargalhada pela cara dela. Apontei para a casa de banho, dando a indicar que me ia vestir mas deixei a porta meia aberta para ouvir a conversa.
N – E-estou, Ryan?
RY – Quem fala?
N – Ahn.. É a Nádia.
RY – Oh olá, tudo bem?
N – Ah sim, e contigo?
RY – Está melhor agora. – Ouvi a risada dele, a Nádia devia estar vermelha por esta altura. – Mas diz-me que se passou para me ligares? O convite ainda está de pé, e não aceito um não!
N – Liguei por causa disso mesmo, a tonta da Andreia nem perguntou onde ia ter contigo e as horas. – Ouviu-se outra risada dele.
RY – Só vens tu? – Expressou felicidade na voz – Ah e não te preocupes com isso, é só dares-me a morada de onde estás e eu passo aí a apanhar-te lá para as 2h se estiver tudo bem para ti .
N – Ah então tudo bem, eu já te mando mensagem com a morada já que eu não a sei. – Riu-se e eu sai da casa de banho já pronta. – Então ate logo, beijo.
RY – Ate logo princess! – Ela desligou a chamada e olhou-me com um ar assassino.
N – Eu-não-acredito-que-me-fizeste-isto. – Ri-me – Vamos ao meu quarto que preciso mudar de roupa. – Disse puxando-me.

Nádia a narrar

N – Este ou este? – Disse mostrando-lhe dois bikinis.
A – O rosa. – Disse apontando para o seu favorito.
N – Ok. – Dirigi-me para a casa de banho, passado pouco tempo sai de lá já pronta. – Já estou, vamos? – Chamei-lhe á atenção já que ela estava concentrada no telemóvel. Ela levantou-se prontamente e dirigimo-nos para o andar de baixo.
D – Finalmente, estava a ver que tinha de ir sozinho. – Disse o Duarte levantando-se do sofá onde provavelmente fazia companhia ao Rodrigo. – Já podemos ir suas lesmas? – Dito isto a Andreia deu-lhe uma chapada no braço que o fez soltar um gritinho o que gerou gargalhadas entre o resto.
A – Vamos sim apressadinho. – Disse agora dando-lhe um beijo como desculpa pela chapada. – Queres vir Rodrigo? – Disse falando para ele, que agora mudava de canal.
R – Será que não vou interromper o encontro? – Disse virando-se para trás, fizemos uma cara confusa. – Sabem aquele encontro da Nádia, imaginem que ela encontra o rapaz e depois nós ficamos a fazer de vela, que seca não? – Disse deixando escapar um sorriso irónico.
N – Podes estar aí com ciúmes ou a porra, mas para a tua informação o meu “encontro” – disse fazendo aspas no ar – é só logo há tarde, então podes ir á vontade que não vais fazer de vela. – Dito isto dirigi-me á porta, mas voltei atrás. – e só mais uma coisa, depois quando quiseres alguma coisa comigo lembra-te que também deixas os outros de vela, fuii! – Abri a porta e dirigi-me para a rua onde ouvi o Duarte a perguntar pelo Fábio, esse deve com a Leonor, agora também não se largam.

                                                        X

Estava há beira da água, apenas a observar as crianças a brincarem ou os casais apaixonados o que me fez sorrir automaticamente ao lembrar-me da noite em que o Fábio me pediu em namoro.

... – A pensar no mesmo que eu? – não precisei olhar para saber a quem a voz pertencia, aquela voz que eu tanto conhecia e que tinha saudades de ser dirigida a mim. Deixei escapar um sorrisinho.
N – Depende do que estavas a pensar. – Sentei-me na areia, e ele fez o mesmo.
F – Na noite que te pedi em namoro. – Sorri. – Acertei não foi? - Riu-se.
N – Para te ser sincera, era nisso mesmo! – Sorri mais uma vez, com ele por mais parvo que pareça estava sempre a sorrir mesmo sem ele se dar conta de que apenas com um sorriso dele ou a companhia dele me fazia bem.
-
F – Afinal porque acabamos mesmo?
N – Porque eu beijei o Rodrigo? – fiz cara de espantada!
N – Ah sim isso, mas eu já esqueci sabes que te amo não é?
N – Sei sim, eu também te amo.
F – Então e queres voltar namorar comigo? – Perguntou sorrindo
N – Claro. – E demos um beijo, acho que a minha vida ia ser fantástica ao lado dele.
-                                               

                                                 FIM! 










ok agora depois do susto, seleccionem o resto abaixo disto :b

F – Bons tempos! – Olhei para ele rapidamente e ele sorria enquanto olhava para o mar.
N – É! – Sorri olhando para ele, afinal porque é que que eu fui fazer aquela burrice de beijar o Rodrigo quando tinha o rapaz mais querido e que mais se preocupava comigo e que acima de tudo me amava tanto e eu acabei por desiludi-lo. – Ele encarou-me também, talvez tenha olhado demais. Baixei a cabeça com vergonha e ouvi uma risada dele.
F – Sabes que sempre podes tirar uma foto não é? Dura mais tempo. – Riu-se mais uma vez.
N – Já tenho muitas, obrigada. – Acabada de dizer isto, percebi o que tinha dito e depressa levei as mãos á boca e senti um calor nas bochechas e não, não era do sol.
F – Bom saber. – Disse sorrindo lindamente para mim, oh meu deus! – Também tenho tuas, e uma delas especialmente que olho todas as noites antes de ir dormir e repito para mim mesmo que ainda vamos dar certo. – Sussurou e deu-me um beijinho no canto da boca, e saiu dali deixando-me a sorrir que nem uma parva, este era o efeito dele em mim e eu gostava muito disso aliás.

(…)

Even if it pulls us apart cuz we’ll still be alright 
(we’ll still be alright) 
I know we’ll be together after two worlds collide. 
No matter how far we are from each other, 
there’s no distance from you and I. 




espero que gostem, e deixem-me a vossa opinião pfv <3


3 comentários:

Rita disse...

adorei, adorei, adorei, adorei, adorei. quero maiiiiiis :D

inês disse...

adoreeeei!

Cátia Araújo disse...

Muito bom parabens querida :)