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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Tudo Passa .. - Parte 55




(...)

                                                        X

A – Explica-me porque é que recusaste o pedido do Rodrigo? – Disse acabando de arranjar o cabelo.
N – Recusando! Ele sabe de quem eu gosto.. – Ela ia me interromper mas eu levantei a mão. - E eu sei que ele é meu amigo, mas não lhe quero dar esperanças entendes? E eu acho que ele percebe isso. – Acabei de meter o perfume enquanto ela estava sentada na minha cama.
A – Então já podemos ir? – Assenti com a cabeça. – Ok vou mandar mensagem ao Duarte. – Mexeu no telemóvel e depois levantou-se arrastando-me para o andar de baixo. – E como não tens par tens a noção dos rapazes que te vão cair aos pés esta noite? Olha bem para ti. – Olhei-me ao espelho que tinha no corredor e sorri.
N – Tu também não estás nada mal. – Gargalhei com a cara que ela fez. – Estou a brincar amor, hoje vais ter uma noite bem selvagem com o Duarte. – Voltei a gargalhar, desta vez acompanhada por ela.
Nisto ouvimos uma buzina, e saímos de casa dando de cara com o Duarte todo arranjadinho com uma rosa vermelha na mão, encostado ao carro aiii o amor!
A – Oh meu deus! – Murmurou só para que eu ouvisse. Deu-me a mão e levou-nos até ele. – Olá! – Disse envergonhada, o que é raro na Andreia.
D – Wow, vocês estão… - Calou-se e depois observou melhor a namorada. – Eu sou um gajo mesmo sortudo! – Riu-se e depois entregou a rosa à Andreia puxando-a logo pela cintura e dando-lhe um beijo na testa, eles eram tão fofos juntos!
N – Pronto casalinho, podemos ir? – Disse despertando a atenção dos dois, que assentiram.

A – Wow isto está bem giro. – Disse enquanto observamos o salão onde já decorria o nosso baile de finalistas.
D – MANO! – Gritou assustando-nos, e infelizmente foi para o Fábio que por estranho que pareça não vinha lá muito contente, oh sim claro e vinha com a Leonor a reboque. Alguém me explica como é que uma pessoa pode ficar mais linda a cada dia? Não? É mas isso acontece com o Fábio, porra que pedaço de mau caminho que ele está hoje!
F – Boa noite caro senhor. – Fez um toque com o Duarte e depois olhou para nós. – Boa noite senhoras! – Sorriu, e oh meu deus alguém me ajude!
L – Amor vamos dançar, eu adoro esta música. – Puxou-o enquanto ele acenava para nós.
Tocava Pitbull - Give Me Everything ft. Ne-Yo, oh oh que novidade ela gostar desta música.

X


Mas ela não se enxerga? Omg aproveita que ele já está bêbado e esfrega-se toda nele que bonito não?
Bufei e a atenção da Andreia virou-se para mim.
A – Não lhes ligues, ele já está como está e ela adora provocar. – Disse tentando tranquilizar-me.
F – Pois! – Disse dando mais um gole na minha bebida.  Nisto o Duarte levantou-se e foi busca-lo porque ele estava sozinho na pista.
D – Eu aposto que foi aquela… que lhe ofereceu bebidas. – Disse irritado enquanto sentava o Fábio ao meu lado, oh que irónico!
Levantei-me no mesmo instante arrastando a Andreia comigo para a pista de dança onde tocava Jessie J - It's My Party.
Passados uns 20 minutos estávamos as duas estafadas, mas tínhamos tanta adrenalina que não parávamos de dançar, nisto sinto um corpo encostar-se ao meu e umas mãos rodearem a minha cintura.
A Andreia arregalou os olhos e eu já sabia demais quem era, virei-me de frente para ele que parecia estar melhor da bebedeira, e agora me sorria.
N – Não achas que estás a agarrar a pessoa errada? A tua namorada não vai gostar! – Gritei-lhe ao ouvido já que a música estava alta.
F - I'm up all night to get some
She's up all night for good fun
I'm up all night to get lucky
We're up all night 'til the sun  - Retribuiu-me frases da música que agora tocava, e eu apenas sorri e enlacei os meus braços no seu pescoço e enconstei a cabeça ao seu ombro, começando a dançar de novo, agora uma música mais calma.
F - Only know you’ve been high when you’re feeling low
Only hate the road when you’re missin’ home
Only know you love her when you’ve let her go
And you let her go. – Levantei a cabeça olhando-os nos olhos enquanto ele cantava á medida da música outra vez.

Staring at the bottom of your glass
Hoping one day you will make a dream last
Dreams come slow and goes so fast
You see her when you close your eyes

Enconstou a testa á minha e olhou-me nos olhos tão profundamente como se me pudesse ver a alma e aquilo arrepiou-me dos pés a cabeça porque ele conhecia-me bem e os meus olhos entregavam-me.
Fez-me uma carícia na cara e eu fechei os olhos tentando desfrutar do momento e depois senti.
Senti os lábios dele sobre os meus, tipo foi um beijo entendem? Tipo um beijo, um beijo que envolve lábios, línguas e saliva e… ok vocês perceberam. Mas tipo ELE BEIJOU-ME!

(...)

Desculpem a demora, mas aqui está se ainda alguém quiser ler :)

domingo, 2 de junho de 2013

Tudo Passa .. - Parte 54




(...)
1 Mês Depois…

Duarte a narrar

D – Juro que já não aguento aquela gaja! – Esbravejei andando de um lado para o outro no meio da sala.
F – A sério? Eu é que ando com ela, e tu é que não a aguentas? – Disse dando uma gargalhada.
D – Mano tou a falar a sério! Qual foi a tua de voltares para ela? Bateste com força na parede desta vez! – Lá me sentei, cansado de andar de um lado para o outro. – Juro que não te entendo mais!
F – Nem eu, nem eu! – Lamentou-se.

Andreia a narrar

A – Mas tu ainda não estás levantada sua mula? – Disse entrando no quarto da Nádia, e indo pular em cima da cama dela onde ainda ela dormia.
N – Andreia porra, sai daqui! Deixa-me dormir c’mon! – Disse tentando empurrar-me e enterrando a cabeça debaixo da almofada.
A – Dormir a porra, já viste as horas? Já era para estarmos a correr e ainda aqui estamos porque alguma mula não está despachada! – Voltei a saltar na cama, destapei-a toda e ainda fui abrir as janelas todas, eu sabia que ela com tanta claridade não ia voltar a dormir.
N – Fogo vai cagar! – Levantou-se emburrada e foi para a casa de banho. Levantar a Nádia: Feito!
A – Mas despacha-te Cinderela. – Ouvi o barulho da água, e decidi esperar por ela enquanto ia ao pc.
N – Prontoooo, já estou despachada! – Disse emburrada.
A – Óptimo, vamos! – Desliguei o pc, e fomos para o andar de baixo.

Nádia a narrar

A – Já sabes com quem vais? – Disse sentando-me num banco do jardim, onde paramos para descansar e beber água.
N – Eu não, ainda ninguém me convidou e tu? – Disse sentando-se ao meu lado.
A – A sério? – Olhou para mim com uma cara incrédula.
N – Ok, esquece foi uma pergunta desnecessária! – Ri-me. – Foi automática.
A – É eu reparei. – Riu-se também. – AMOR! – Gritou dando-me um susto e indo correr para a minha frente, onde mais longe vinha o Duarte e o Fábio, só podia!
N – Esta rapariga é louca. – Murmurei para mim e ri-me, por isto é que ela é a minha melhor amiga! Eles aproximaram-se de nós, e eu cheguei para a ponta do banco, para eles também se sentarem, sim porque a Andreia aproveitou logo o colo do namorado.
D – Olá Nádiazita. – Disse dando-me um beijo na bochecha, e sorriu-me. Ele ficou ao meu lado, enquanto que o Fábio ficou do outro lado do banco.
A – Amor acreditas que a Nádia me perguntou com quem ia na sexta? – A cabeça do Duarte depressa se virou para mim, e eu ri-me. – Ela anda mesmo com a cabeça no ar.
D – Ai Nádia, Nádia o calor anda a fazer-te mal. – Olhou para mim e depois rapidamente para o Fábio.

PS: Eu sei que está pequeno, mas é mesmo para vocês ficarem curiosas :b
Este é dedicado há Nini, obrigada pelo apoio :)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tudo Passa .. - Parte 53




(…)

A – Hum.. acho que o Duarte tinha de falar comigo! – Disse já levantando-se.
N – Espera. – Puxei-a – Nós falamos depois Rodrigo, prometo! – Dei-lhe um beijo na bochecha e descemos as escadas parando na sala.
A – A sério que vais deixá-lo curioso? – Ergueu uma sobrancelha.
N – Eu sei, eu sei.. mas não sei que lhe dizer e aliás disseste que o Ryan nós tinha feito um convite. - Nisto ouvimos um barulho e era o Rodrigo que estava sentado nas escadas, no mínimo estranho e pela cara dele ouviu a conversa, ups!
A – Oh sim, tinha me esquecido! – Deu uma risada – Mas vais só tu certo? É que acho que o convite foi mais para ti do que para mim!
N – O qu.. – boa, ela agora vai arranjar uma maneira de não ir, bolas!
D – Amor? Oh desculpem interromper. – Deu um sorriso tímido – Vou há praia, querem vir? – Um sorriso na cara da Andreia apareceu logo, eu sabia!
A – Vamos claro, vamos só mudar de roupa e já desço. – Disse agora dirigindo-se para o Duarte, deu-lhe um beijo e puxou-me com ela em direcção ás escadas.

Andreia a narrar

 Entramos no quarto e fui ver de um bikini e uns calções, a Nádia sentou-se na cama e olhou-me com tédio.

A – Diz lá o que foi! – Disse sentando-me ao seu lado.
N – Acho que vou ter com o Ryan, esta casa é só confusões e eu preciso de paz nem que seja com um desconhecido – Riu-se – Mas eu nem sei onde tenho de ir ter com ele nem as horas. – Ai que burra que sou, nem lhe perguntei. Peguei no telemóvel e procurei pelo nome dele e pus a chamar em alta voz. – Que estás a fazer? – Sussurou e eu gargalhei.

RY – Estou? Andreia? – disse ele com aquele sotaque que por acaso era bastante sexy, eu não respondi queria que fosse a Nádia a falar com ele.
A – Fala tu com ele. – Mexi os lábios sem sair nenhum som para que a Nádia percebe-se e ela arregalou os olhos, reprimi uma gargalhada pela cara dela. Apontei para a casa de banho, dando a indicar que me ia vestir mas deixei a porta meia aberta para ouvir a conversa.
N – E-estou, Ryan?
RY – Quem fala?
N – Ahn.. É a Nádia.
RY – Oh olá, tudo bem?
N – Ah sim, e contigo?
RY – Está melhor agora. – Ouvi a risada dele, a Nádia devia estar vermelha por esta altura. – Mas diz-me que se passou para me ligares? O convite ainda está de pé, e não aceito um não!
N – Liguei por causa disso mesmo, a tonta da Andreia nem perguntou onde ia ter contigo e as horas. – Ouviu-se outra risada dele.
RY – Só vens tu? – Expressou felicidade na voz – Ah e não te preocupes com isso, é só dares-me a morada de onde estás e eu passo aí a apanhar-te lá para as 2h se estiver tudo bem para ti .
N – Ah então tudo bem, eu já te mando mensagem com a morada já que eu não a sei. – Riu-se e eu sai da casa de banho já pronta. – Então ate logo, beijo.
RY – Ate logo princess! – Ela desligou a chamada e olhou-me com um ar assassino.
N – Eu-não-acredito-que-me-fizeste-isto. – Ri-me – Vamos ao meu quarto que preciso mudar de roupa. – Disse puxando-me.

Nádia a narrar

N – Este ou este? – Disse mostrando-lhe dois bikinis.
A – O rosa. – Disse apontando para o seu favorito.
N – Ok. – Dirigi-me para a casa de banho, passado pouco tempo sai de lá já pronta. – Já estou, vamos? – Chamei-lhe á atenção já que ela estava concentrada no telemóvel. Ela levantou-se prontamente e dirigimo-nos para o andar de baixo.
D – Finalmente, estava a ver que tinha de ir sozinho. – Disse o Duarte levantando-se do sofá onde provavelmente fazia companhia ao Rodrigo. – Já podemos ir suas lesmas? – Dito isto a Andreia deu-lhe uma chapada no braço que o fez soltar um gritinho o que gerou gargalhadas entre o resto.
A – Vamos sim apressadinho. – Disse agora dando-lhe um beijo como desculpa pela chapada. – Queres vir Rodrigo? – Disse falando para ele, que agora mudava de canal.
R – Será que não vou interromper o encontro? – Disse virando-se para trás, fizemos uma cara confusa. – Sabem aquele encontro da Nádia, imaginem que ela encontra o rapaz e depois nós ficamos a fazer de vela, que seca não? – Disse deixando escapar um sorriso irónico.
N – Podes estar aí com ciúmes ou a porra, mas para a tua informação o meu “encontro” – disse fazendo aspas no ar – é só logo há tarde, então podes ir á vontade que não vais fazer de vela. – Dito isto dirigi-me á porta, mas voltei atrás. – e só mais uma coisa, depois quando quiseres alguma coisa comigo lembra-te que também deixas os outros de vela, fuii! – Abri a porta e dirigi-me para a rua onde ouvi o Duarte a perguntar pelo Fábio, esse deve com a Leonor, agora também não se largam.

                                                        X

Estava há beira da água, apenas a observar as crianças a brincarem ou os casais apaixonados o que me fez sorrir automaticamente ao lembrar-me da noite em que o Fábio me pediu em namoro.

... – A pensar no mesmo que eu? – não precisei olhar para saber a quem a voz pertencia, aquela voz que eu tanto conhecia e que tinha saudades de ser dirigida a mim. Deixei escapar um sorrisinho.
N – Depende do que estavas a pensar. – Sentei-me na areia, e ele fez o mesmo.
F – Na noite que te pedi em namoro. – Sorri. – Acertei não foi? - Riu-se.
N – Para te ser sincera, era nisso mesmo! – Sorri mais uma vez, com ele por mais parvo que pareça estava sempre a sorrir mesmo sem ele se dar conta de que apenas com um sorriso dele ou a companhia dele me fazia bem.
-
F – Afinal porque acabamos mesmo?
N – Porque eu beijei o Rodrigo? – fiz cara de espantada!
N – Ah sim isso, mas eu já esqueci sabes que te amo não é?
N – Sei sim, eu também te amo.
F – Então e queres voltar namorar comigo? – Perguntou sorrindo
N – Claro. – E demos um beijo, acho que a minha vida ia ser fantástica ao lado dele.
-                                               

                                                 FIM! 










ok agora depois do susto, seleccionem o resto abaixo disto :b

F – Bons tempos! – Olhei para ele rapidamente e ele sorria enquanto olhava para o mar.
N – É! – Sorri olhando para ele, afinal porque é que que eu fui fazer aquela burrice de beijar o Rodrigo quando tinha o rapaz mais querido e que mais se preocupava comigo e que acima de tudo me amava tanto e eu acabei por desiludi-lo. – Ele encarou-me também, talvez tenha olhado demais. Baixei a cabeça com vergonha e ouvi uma risada dele.
F – Sabes que sempre podes tirar uma foto não é? Dura mais tempo. – Riu-se mais uma vez.
N – Já tenho muitas, obrigada. – Acabada de dizer isto, percebi o que tinha dito e depressa levei as mãos á boca e senti um calor nas bochechas e não, não era do sol.
F – Bom saber. – Disse sorrindo lindamente para mim, oh meu deus! – Também tenho tuas, e uma delas especialmente que olho todas as noites antes de ir dormir e repito para mim mesmo que ainda vamos dar certo. – Sussurou e deu-me um beijinho no canto da boca, e saiu dali deixando-me a sorrir que nem uma parva, este era o efeito dele em mim e eu gostava muito disso aliás.

(…)

Even if it pulls us apart cuz we’ll still be alright 
(we’ll still be alright) 
I know we’ll be together after two worlds collide. 
No matter how far we are from each other, 
there’s no distance from you and I. 




espero que gostem, e deixem-me a vossa opinião pfv <3


domingo, 21 de outubro de 2012

Tudo Passa .. - Parte 52




(…)

A – NÁDIA! NÁDIA! – Acordei assustado com a Andreia a entrar no quarto de repente e quando ela nos viu apenas abriu a boca espantada.
F – Bom dia para ti também! – Olhei para o meu lado e lá estava a Nádia agarrada a mim, sorri ao vê-la tão serena ficava tão fofa a dormir.
A – Desculpa. – Voltei o meu olhar para ela – Bom dia, mas ahn.. perdi alguma coisa?
F – Não, não! Ela apenas queria que eu dormisse com ela. – Disse atrapalhado, voltei o meu olhar novamente para a Nádia e fiz-lhe uma festa na cara.
D – AMOR? ESTÁS AQ.. – mas hoje toda a gente grita?! E pronto o Duarte foi mais um que ficou espantado ao ver-nos ali na mesma cama. – Perdi alguma coisa? – Fez um sorriso malicioso.
F – Aii vocês hoje, não não perdeste nada ela apenas queria que eu dormisse com ela. – Esclareci novamente.
D – Claro e tu que recusasses um pedido da tua princesa. – Riu-se.
F – Ai mas logo de manhã e já me estão a chatear a cabeça? Fogo! – Levantei-me com cuidado de não acordar a Nádia. – Vá agora bazem que eu quero-me vestir, já vou ter com vocês.
D – Vamos já, e depois quero falar contigo mano. – Saíram do quarto e eu fui tomar banho.

Nádia a narrar

Acordei com a luz que estava no quarto, sentei-me na cama e ouvi barulho na casa de banho.. o Fábio, eu não acredito que ontem aquele “amo-te” me saiu da boca, espero que ele não tenha ouvido, porra para o álcool.
Esfreguei os olhos e levantei-me para procurar uma roupa para vestir, sentei-me na cama á espera que ele saísse da casa de banho, para minha infelicidade ele não saiu vestido e sim só com uma toalha há volta da cintura, e com outra a secar o cabelo, ok neste quarto devia ser proibido ele andar assim porque meu deus!

F – Bom dia. – Sorriu-me, ai mas que saudades que eu tinha de ver este sorriso direccionado para mim.
N – Bo..Bom dia! – Sorri tímida e depressa me encaminhei para a casa de banho, fechei a porta e pousei a roupa, olhei-me ao espelho. – Ok Nádia calma, deve estar mais que na cara que ainda gostas dele só tu é que não vês. – Sussurrei ainda encarando o espelho, e decidi ir tomar banho.

                                                      X
Encaminhei-me ao piso de baixo, e dirigi-me á cozinha onde já estavam todos a tomar o pequeno-almoço

N – Bom dia! – Cada um murmurou uma coisa diferente e que mal percebi, uns estavam com ressaca outros ainda não estavam bem acordados. Sentei-me na cadeira perto da Andreia e de frente para o Fábio que sorte a minha, comecei a comer enquanto eles falavam de vários assuntos como o que faríamos á tarde, de vez em quando trocava uns olhares com o Fábio e isto é realmente constrangedor porque não tinha a certeza se ele ouviu o que eu disse ontem há noite.
O Fábio e o Duarte levantaram-se e foram para a sala, a Andreia pediu-me que fosse ajudá-la em alguma coisa que nem prestei atenção pois ela puxou-me logo pelo braço, e quando ia saindo da cozinha acenei ao Rodrigo que ficou á mesa com a Leonor, e ele retribuiu.

Fábio a narrar

F – Ok qual é o assunto e essa pressa toda? É que ainda não entendi porra nenhuma! – Esbravejei e sentamo-nos no sofá.
D – Ontem. – Disse simplesmente, é eu sou vidente deve ser o que ele acha.
F – Mas ontem o quê?!
D – Tu e a Nádia, na mesma cama. – Ah pois, lá vem o cusco!
F – Outra vez esse assunto? Já disse que foi ela.. – Interrompeu-me.
D – Sim, sim essa parte já sei, mas aconteceu alguma coisa? Tipo ela estava bêbada né? Podia se ter passado alguma coisa!
F – Nada de mais, tirando a parte em que ela disse que me amava. – Um sorrisinho formou-se na cara dele. – Que foi agora?
D – Não estás feliz de ela ter dito isso? – Perguntou confuso.
F – Mano não é não estar feliz, mas eu nem sei se ela estava a sonhar e assim e aliás do que vale ela dizer que me ama depois do que fez? – Ele olhou-me com cara de chateado.
D – A miúda errou e ela sabe disso, mas não é por ter errado ou curtir com o Rodrigo que deixou de gostar de ti. E eu sei que também gostas bastante dela, e não quero que te arrependas se for tarde demais ok? – Fizemos o nosso toque e ele saiu da sala, deixando-me a pensar na nossa conversa.

Nádia a narrar

N – Pronto qual é a urgência? – Disse sentando-me num banco que estava na parte detrás da casa, era mais ou menos um jardim pequeno.
A – O Ryan está interessado em ti, e ele mandou-me mensagem para irmos beber café ou comer um gelado com ele. Ah e o que aconteceu ontem há noite? – Sentou-se também ao meu lado, e deu um sorriso malicioso.
N – What? Interessado em mim? Ah realmente era o que faltava! E como tens o número dele? – Disse tentando fugir ao assunto “ontem”.
A – Sim, ontem quando estavas com o Rodrigo ele apareceu lá na festa e.. bem não interessa, não pensas que foges do outro assunto! – Bolas!
N – Pronto então, mais ou menos do que me lembro foi que fiz altas figuras há frente do Fábio e depois pedi para ele dormir comigo e quando lhe desejei boa noite ainda disse que o amava, mas agora estou a entrar em colapso nervoso porque não sei se ele ouviu. - Dei um sorriso meio contido.
A – Se o disseste é porque o sentes, ele sabe que erraste e tu também sabes que erraste.. mas vocês gostam um do outro, e eu sei que ele não vai esquecer o que lhe fizeste mas vocês passaram por várias coisas e nada vos fez desistir, sei lá luta por ele! Tu sabes que ele agora anda meio que as curtes com a Leonor como tu com o Rodrigo e realmente eu ainda acho que os casais se trocaram, mas como eu estava a dizer, ele anda as curtes com ela e pode voltar a surgir o sentimento de antes e eu não quero que te arrependas de não ter feito nada enquanto pudeste!
N – Mas o problema é que eu também gosto do Rodrigo!
A – Mas não como gostas do Fábio, não te tentes iludir sobre isso. Sabes mais do que ninguém que o Fábio nunca te fez sofrer!
N – Ok obrigada pela directa! Ai a sério a minha cabeça está uma confusão, fogo! – Disse suspirando.
A – Não é na cabeça, é aqui. – Disse apontando para o lado esquerdo do meu peito.
N – Eu e o Fábio começamos a afastar-nos, também porque eu estava sempre com vocês e eu realmente não sei o que se passou! Eu acho que confundi o que sinto pelo Rodrigo!
R – E o que sentes por mim?

desculpem a demora :((
ps: sei que este está uma seca, mas o próximo espero estar melhor :)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tudo Passa .. - Parte 51


(…)

Disse ao Duarte que já voltava, passei por um monte de pessoas e todas a fazer o que se possa imaginar, até chegar minimamente perto e ver que era o Rodrigo, tive de suspirar de alivio porque se não fosse ele as coisas iam dar para o torto.

… - Olá gata! – Disseram-me ao ouvido, dei um pulo de susto e virei-me para ver quem era.
A – Porra Ryan, queres me matar? – Ele apenas sorriu, mas logo aquele sorriso de desfez. – Que foi?
RY – Nada. – Mas ele não parava de olhar por cima do meu ombro, então virei-me e voltei a ver aqueles dois.
A – Já entendi!
RY – Não sabia que ela namorava. – Olhou para mim com um sorriso triste, esta Nádia é uma arrasa corações.
A – E não namora! – Sorri-lhe.
RY – Não a sério? E porque está agarrada aquele? Não me digas que ela é daquele tipo de raparigas que agarra qualquer um? – Fez uma cara surpresa.
A – Claro que não! – Ele suavizou a cara de surpresa. – Mas ela tem um carinho especial por ele, e também já está meio alegre. – Sorri-lhe. – Bem agora que estás esclarecido preciso ir.
RY – Oh tudo bem, mas olha podes me dar o teu número? Gostava de combinar alguma coisa com vocês depois.
A – Claro, segue-me que o meu telemóvel está na mala.

Fui andando para a mesa onde tinha deixado o Duarte e o Ryan vinha atrás de mim, quando cheguei lá o Duarte estava no mesmo sitio, e quase a deitar fumo pelas orelhas o que me deu vontade de rir, até porque não demorei assim tanto.
Ele levantou-se num salto, e olhou para trás de mim mas logo voltou a olhar para mim.
D – Fogo amor tanto tempo, já ia atrás de ti. – Deu-me um beijo na testa.
A – Desculpa mas entretanto encontrei o Ryan e estivemos há conversa. – Fui até onde o Duarte estava sentado há pouco e apanhei na minha mala tirando o meu telemóvel lá de dentro. Voltei para perto deles e dei o meu telemóvel ao Ryan para ele deixar ali o número dele.
D – Ah tu é que és o Ryan?
A – Sim amor este é que é o Ryan. – Entretanto ele devolveu-me o telemóvel e eu apresentei-os. – Ryan este é o meu namorado, o Duarte.
RY – Hey. – Fizeram um toque estranho. – Bem agora acho que vou indo, até uma próxima. – Afastou-se e deixamos de o ver entre as pessoas.
D – Não gostei muito dele, é todo sorrisinhos contigo. – Disse com cara de amuado, tive que me rir da cara dele.
A – Não te preocupes que não é em mim que ele está interessado. – Sorri e puxei-o para dançarmos.

                                                        X

Já íamos a caminho de casa, e cada um estava pior que o outro os únicos que se aproveitavam era eu, o Fábio e a Leonor ou seja cada um tomava conta do parceiro de quarto, o que não agradou muito há Leonor.
Finalmente lá chegamos a casa, e a Nádia foi a correr feita doida pelas escadas acima.

A – Fábio eu sei que não te devia pedir isto, mas podes tomar conta dele, eu tenho de tratar do Duarte, e a Leonor do Rodrigo.
F – Que remédio tenho eu. – Deslocou-se escadas acima.

Fábio a narrar

Subi as escadas, e fui em direcção ao quarto onde estava a Nádia feita louca a pular na cama e a gritar qualquer coisa que não percebi.

F – Nádia sai de cima da cama se fazes favor. – Continuava parado no meio do quarto enquanto a observava.
N – Não és homem para mim, eu mereço muito mais! Não és homem para mim, eu mereço bem melhor lalalala. – Meu deus onde é que ela foi buscar isto agora? Ela cantava e fazia umas caretas estranhas depois ria-se que nem uma retardada e bem toda a gente precisava descansar e ela também. Puxei-a pelo pé, fazendo ela escorregar e deitando-se na cama, rindo-se mais agora. – ÉS UM BRUTO! – Fez cara de amuada, e eu só me queria rir das figuras dela.
F – Ok, sou um bruto agora levanta-me. – Ela arrastou-se pela cama até conseguir ficar minimamente de pé.
N – Já estáááááá! – Disse batendo palmas e gritando mais, jesus dá-me paciência. Puxei-a pelo braço em direcção há casa de banho e encostei-a a um balcão que ali estava, enquanto fui ligar a água da poliban, fui até ela e meti as mãos na cintura dela, notei que ela ficou quieta e sinceramente era estranho estar assim tão perto dela depois de tudo o que se passou. Agarrei na camisola dela e arrastei-a devagar até há mais acima da barriga dela, onde ela colocou as mãos por cima das minhas. – Eu não quero brincar agora. – Olhou-me divertida, e eu não liguei tirei-lhe o resto da camisola e ela ficou indiferente. Depois baixei-me e tirei-lhe os sapatos e levantei-me para lhe tirar os brincos e o relógio e ela continuava quieta.
F – Tira as calças. – Ela olhou para mim espantada, mas depois desatou a rir. – Va lá Nádia colabora, e aliás não há ai nada que ainda eu não tenha visto. – Ela com esforço afastou-se do balcão e começou a tirar as calças, ficando só de roupa intima. E deus aquela rapariga tinha um corpo de fazer inveja a muitas outras, e fazer os rapazes babarem assim como eu.. mas o que é que estou aqui a dizer, abanei a cabeça como se para espantar os pensamentos e levei-a para o poliban, quando a água entrou em contacto com a pele dela, ela deu um gritinho histérico.. ahh eu ainda não tinha dito que a água estava fria? Pois ela estava fria.
N – Fábiooooo está muitoo..oo fri..a. – Mudei a temperatura da água e ela sossegou.
F – Vou buscar-te roupa. – Sai do quarto há procura de alguma coisa para ela vestir, quando encontrei voltei há casa de banho ela ainda estava na mesma posição em que a deixei. – Não adormeças, vou estar no quarto.

Passado cerca de 20 minutos, a porta da casa de banho abriu-se e ela saiu de lá com uma mão na cabeça.

F – Dor de cabeça? – Levantei-me da cama.
N – Sim.. ai – Queixou-se e foi deitar-se na cama. – Isto passa.
F – Tão depressa não passa. – Fui há minha carteira e peguei num comprimido para as dores de cabeça. – Toma! – Entreguei-lho e ela bebeu-o com a água que tinha na mesinha de cabeceira.
N – Obrigada. – Apenas sorri e fui em direcção há minha cama. – Fábio? – Virei-me para ela. – Dorme comigo. – Bem esta tinha-me apanhado de surpresa e ela ainda devia ter álcool no sangue, queria recusar mas ao mesmo tempo… - Vá la. – Sorri e fui em direcção há cama dela, ela chegou o corpo mais para o aldo para me dar espaço a mim, e deitei-me. Entretanto ela chegou-se para perto de mim e pousou a cabeça dela no meu peito e fazia desenhos infinitos na minha barriga o que me dava uma sensação boa. – Obrigada por cuidares de mim – Levantei o queixo dela para olhá-la nos olhos e ela sorriu.
F – De nada, agora dorme. – Dei-lhe um beijo na testa e ela voltou a deitar a cabeça no meu peito. – Boa noite!
N – Boa noite. – Ela aconchegou-se melhor, e passado um tempo quando eu pensava que ela estava a dormir ouvi-a sussurar. – Amo-te.

(…)

eu sei que está gigante portanto aproveitem e deixem-me feliz com os comentários :b
ahh outra coisa quando for o Ryan vou meter "RY" porque esqueci-me também do Rodrigo ._.
espero que gostem (: